Shanghai Lilly é o romance de António Paixão, heterônimo do advogado riopretense Durval Noronha de Goyos Jr

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“Shanghai Lilly é uma obra da mais absoluta ficção. Todos os personagens são criações

exclusivamente imaginárias de natureza artística pelo Autor (…)”.

Assim começa primeiro romance escrito por um dos mais destacados advogados brasileiros  Durval de Noronha Goyos Júnior. Ele, que é e presidente da UBE – União Brasileira de Escritores,  assina a obra sob o heterônimo de António Paixão.

O título do livro, Shanghai Lilly, foi inspirado no nome da bela cortesã Shanghai Lily. Uma  personagem de Marlene Dietrich no filme O expresso de Xangai de 1932.

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O autor é  pós-graduado no Hastings College of Law, e já publicou 58 volumes em direito internacional, lexicografia, história e economia.  Agora se aventura pela narrativa da vida nada ortodoxa de Vivian Salomon.

O profissional foi responsável pela abertura do primeiro escritório jurídico de origem latina a receber permissão do governo chinês para se estabelecer na cidade de Xangai em 2001. Um dos poucos autores brasileiros publicados em Mandarim.  Suas obras são traduzidas e adotadas em escolas e universidades de todo o mundo.

Seu Dicionário de Anglicismos recebeu do renomado crítico Wilson Martins o seguinte elogio:

“A inevitável contaminação da língua portuguesa por anglicismos é mapeada num irônico dicionário que lembra Flaubert”.

 

O livro é um desafio literário pois o autor escreve como uma mulher

Nascida em 1974, Vivian é uma executiva financeira de sucesso que contrata um jornalista falido para registrar sua trajetória em livro. O contratado, António Paixão, é para ela, “um velhote neurastênico, feio de doer e ainda comunista de carteirinha”.

A personagem conta que rapidamente descobriu sua paixão pela escrita mas, sem paciência para o trabalhão que dá escrever, preferiu “ter alguém que fizesse o trabalho sujo para mim, enquanto eu me dedicava aos pontos mais nobres e elevados do ofício de escrever, como trazer a inspiração e contar a história”.

E adverte as leitoras que todas as feiuras constantes na obra são de exclusiva responsabilidade do jornalista, informando, por outro lado, que os acertos, o estilo elegante e as demais belezuras da obra são seu inteiro e exclusivo mérito.

Noronha usa a persona de Paixão para contar as glórias e desventuras da heroína em primeira pessoa. E  quando descreve os embates entre a protagonista e o autor, revela a sua própria dualidade na elaboração do texto. Vivian conta que o jornalista insistiu em colocar “muitas baboseiras referentes à história, ‘para contextualizar a narrativa’, dizia ele, como se minha experiência não fosse suficiente para apimentar qualquer prato. Ele também insistiu em citações literárias diversas, quase todas sem sentido nenhum e que, em minha opinião , até mesmo atrapalham a compreensão da minha vida”.

É assim que se entrelaçam, na narrativa, o vasto conhecimento acadêmico e as muitas viagens feitas pelo advogado, juntamente com as cenas descritas pela personagem que prefere usar um linguajar mais descontraído acessível, com gírias e até emoticons.

Além das citações históricas e eruditas, Shanghai Lilly também faz jus ao discurso sem pudores de sua protagonista.

“Modéstia à parte, tenho certeza absoluta que o meu desempenho na entrevista foi perfeito. Estava bem ereta, com os peitos para frente, digamos proeminentes, assim como os bicos dos mamilos, e assim valorizados pela camiseta branca fina que foi desprezada pela Patrícia Rizkallah-aquela-anta-libanesa. Kkk. Eu estava mais que gloriosa, um verdadeiro tesão, modéstia à parte.”

Sem cerimônia, ela dedica o livro a si mesma e explica que a recomendação de escrever a história da sua vida veio do seu psiquiatra. Ele assegurou que suas experiências, embates, sofrimentos, espírito de luta e caráter poderiam servir de inspiração a outras mulheres exploradas pelos homens de dentro e de fora das respectivas famílias.

“Creio também que minhas receitas de superação dos problemas sejam válidas e, principalmente, eficazes. Por último, serão admiradas as minhas muitas qualidades pessoais, como a beleza, a esperteza, a argúcia, a doçura, a candura, a honestidade moral, a fidelidade, a pureza de pensamentos, o sentido de justiça, a sinceridade, sem falar na modéstia.”

Durval Noronha descreve a obra como um exercício criativo. “Sou muito conhecido pelas minhas obras técnicas, acadêmicas e, até agora, eu só havia escrito ficção em contos e pequenas histórias. Shanghai Lilly é minha primeira obra literária, fora de minha zona de conforto, adicionando-se aí o desafio de escrever como um personagem feminino.”

Após ser lançado em São Paulo e na Feira do Livro de Lisboa, Portugal, Noronha lança o livro também em sua cidade natal no dia 22 de junho, às 19h30, no lounge do Starbucks, do Riopreto Shopping Center.

 

Ficha técnica:

António Paixão

Shanghai Lilly

Chiado Editora

1a. Edição – fevereiro de 2017

332 páginas

Preço sugerido: R$ 39,00

 

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Malu
Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.